Depois deste anúncio, e apesar desta dica, podiam ter concluído a novidade no blog. A blogosfera não pode ser só para o teaser (mesmo que isso faça despertar costelas de costureira...). Por sorte, os leitores também são assinantes da newsletter Meios & Publicidade.
Os parabéns que dei na altura do primeiro "teaser" mantêm-se!
Tuesday, March 30, 2010
i muda mesmo (mesmo que não seja num instante)
O Alexandre demonstra muita coragem para um consultor de comunicação. É que não é normal ver um profissional desta área a manifestar a sua opinião sobre meios de comunicação social, como ele o faz aqui. E no entanto, depois deste anúncio, é triste ler esta notícia pouco mais de um ano depois. Razão tinha o New York Times para estar surpreendido.
Mas quantas conversas de café não existiram a apontar para este desfecho, mesmo antes do jornal sair para rua? Quantas vezes assistimos a "apostas" de quanto tempo o jornal iria durar? Entre consultores e, sobretudo, entre jornalistas.
A incompreensão pelo timing de lançamento, associada a teorias da conspiração referentes a projectos de controlo dos media, eram, na altura, recorrentes.
Pessoalmente, que me tornei leitor do jornal (que leio com a regularidade com que leio a sua concorrência), tenho pena deste desfecho (pré)anunciado. Sobretudo pelos bons profissionais que apostaram e acreditaram neste projecto.
Mas quantas conversas de café não existiram a apontar para este desfecho, mesmo antes do jornal sair para rua? Quantas vezes assistimos a "apostas" de quanto tempo o jornal iria durar? Entre consultores e, sobretudo, entre jornalistas.
A incompreensão pelo timing de lançamento, associada a teorias da conspiração referentes a projectos de controlo dos media, eram, na altura, recorrentes.
Pessoalmente, que me tornei leitor do jornal (que leio com a regularidade com que leio a sua concorrência), tenho pena deste desfecho (pré)anunciado. Sobretudo pelos bons profissionais que apostaram e acreditaram neste projecto.
Friday, March 26, 2010
Totalmente de acordo
Como "vítima" do mesmo mal, não poderia estar mais de acordo com o PR do Buzzófias. E também acredito que, a longo prazo, este tipo de acções, se não acabarem, irão prejudicar aqueles que entendem as RP 2.0 como um passo natural para este mercado. Espero que seja só uma manifestação de imaturidade de alguns profissionais/empresas, neste campo.
Méritocracia
Sou um "méritocrata". Assumido. Não desvalorizando a experiência, que prezo muito, sempre defendi que a antiguidade não é posto e que alguém que se afirme pelo seu mérito e profissionalismo deve ser destacado.
Infelizmente ainda há quem considere esta minha visão como uma afronta e que defenda a cultura da mediocridade, recompensando quem não o merece, apenas porque está há mais tempo na organização. Se está e precisa de afirmar isso para se afirmar (passe a redundância) é porque, claramente, não tem o mérito para lá estar.
É por isso que sempre achei que a sucessão "natural" só deverá ser feita se o sucessor demonstrar mérito para tal. Foi o que aconteceu na Sonae. Poucos duvidarão que Paulo Azevedo não seja um gestor de excelência e que, naturalmente, é o melhor sucessor para Belmiro de Azevedo. Assim como poucos não considerarão Luís Palha da Silva uma excelente escolha para CEO na Jerónimo Martins, a avaliar pelos resultados do Grupo. Dois grupos de cariz "familiar" mas profissionais que tomaram opções diferentes na sucessão dos seus líderes "históricos".
E o panorama empresarial português tem vários exemplos onde esta sucessão "méritocrata" aconteceu. Também tem vários exemplos onde isto não aconteceu, e cujos resultados são visíveis.
Coerente com esta minha visão "méritocrata" nas instituições, sempre privilegiei quem demonstra capacidade, independentemente do cargo que ocupa, seja estagiário, gestor ou director.
Bem e porquê esta conversa? Para dizer que não vale a pena enviarem-me "convites" para grupos monárquicos no Facebook. Desculmpem-me mas, como disse aqui, não me revejo em sucessões naturais sem demonstração de mérito. E como o mérito do sucessor infelizmente não advém obrigatoriamente do mérito de quem é sucedido, prefiro ter a oportunidade de poder escolher quem considero com mais mérito para o lugar (mesmo que não ganhe).
Infelizmente ainda há quem considere esta minha visão como uma afronta e que defenda a cultura da mediocridade, recompensando quem não o merece, apenas porque está há mais tempo na organização. Se está e precisa de afirmar isso para se afirmar (passe a redundância) é porque, claramente, não tem o mérito para lá estar.
É por isso que sempre achei que a sucessão "natural" só deverá ser feita se o sucessor demonstrar mérito para tal. Foi o que aconteceu na Sonae. Poucos duvidarão que Paulo Azevedo não seja um gestor de excelência e que, naturalmente, é o melhor sucessor para Belmiro de Azevedo. Assim como poucos não considerarão Luís Palha da Silva uma excelente escolha para CEO na Jerónimo Martins, a avaliar pelos resultados do Grupo. Dois grupos de cariz "familiar" mas profissionais que tomaram opções diferentes na sucessão dos seus líderes "históricos".
E o panorama empresarial português tem vários exemplos onde esta sucessão "méritocrata" aconteceu. Também tem vários exemplos onde isto não aconteceu, e cujos resultados são visíveis.
Coerente com esta minha visão "méritocrata" nas instituições, sempre privilegiei quem demonstra capacidade, independentemente do cargo que ocupa, seja estagiário, gestor ou director.
Bem e porquê esta conversa? Para dizer que não vale a pena enviarem-me "convites" para grupos monárquicos no Facebook. Desculmpem-me mas, como disse aqui, não me revejo em sucessões naturais sem demonstração de mérito. E como o mérito do sucessor infelizmente não advém obrigatoriamente do mérito de quem é sucedido, prefiro ter a oportunidade de poder escolher quem considero com mais mérito para o lugar (mesmo que não ganhe).
Thursday, March 25, 2010
Quem irá ficar?
Não tinha acompanhado de perto a polémica da instalação de duas grandes superfícies no concelho de Loulé. Até que uma notícia do Observatório do Algarve me chamou à atenção para o assunto: Aparentemente só há "espaço" para mais um destes projectos. Dizem o Executivo Municipal de Loulé e a CCDR-Algarve.
Polémicas da localização do projecto (agora que é assumido que só poderá ficar um deles) à parte, o que resulta daqui é uma possível "guerra" de "contrapartidas" e comunicação entre o Grupo Auchan (através da Immochan) e o Ikea.
E, neste campo, não adianta argumentar apenas com a criação de postos de trabalho e investimento previsto. Ambos os grupos têm capacidade para o fazer e aqui só alguns números diferenciarão os projectos. Existe um comentário à primeira notícia citada que é lapidar: "qual é a dúvida? Auchan já existe no Algarve e arredores, ikea é novidade! IKEA, senhores! "
Esta é uma evidência que o Grupo Auchan deverá contestar. Com um hipermercado Jumbo em Faro e outro em construção em Portimão (e alguns Pão de Açúcar no distrito), face à ausência de um Ikea no Algarve, associado à preferência pública de um projecto Ikea no concelho por parte de Seruca Emídio (Presidente da Câmara Municpal de Loulé), será difícil o Grupo Auchan contrariar esta "vantagem" da empresa Sueca.
Acredito que muitas "movimentações de bastidores" estejam a decorrer. Mas as mesmas não serão suficientes. Afinal, para além das contrapartidas oferecidas, a opinião pública também terá que ser "convencida" das vantagens daquele que for o projecto escolhido. É que não será fácil ao poder político decidir por um projecto que contrarie a opinião dominante e que está bem espelhada no comentário transcrito. E aqui entra a comunicação.
Não conheço os projectos e muito menos as contrapartidas oferecidas por cada empresa. Mas conheço o mercado da distribuição e o concelho em causa (cresci lá). Por isso, acredito que mais que contrapartidas "estruturais" e normais para este tipo de projectos (co-financiar as infraestruturas rodoviárias envolventes) será necessário, a quem quiser manter a vantagem, entender as carências ao nível de infraestruturas sociais do concelho.
Assim, ao nível da comunicação, acredito que será absolutamente necessário empreender uma série de acções junto da população local que demonstrem uma proximidade junto das mesmas. Demonstrações de apoio às economias locais (através do incentivo à produção local) e, sobretudo, o apoio à comunidade local (através de programas de inclusão social) serão decisivas. Quem o fizer melhor poderá ter os argumentos públicos que auxiliem a decisão política. Se ficarem apenas pelos "bastidores" não acredito que existam alterações às preferências actuais.
Polémicas da localização do projecto (agora que é assumido que só poderá ficar um deles) à parte, o que resulta daqui é uma possível "guerra" de "contrapartidas" e comunicação entre o Grupo Auchan (através da Immochan) e o Ikea.
E, neste campo, não adianta argumentar apenas com a criação de postos de trabalho e investimento previsto. Ambos os grupos têm capacidade para o fazer e aqui só alguns números diferenciarão os projectos. Existe um comentário à primeira notícia citada que é lapidar: "qual é a dúvida? Auchan já existe no Algarve e arredores, ikea é novidade! IKEA, senhores! "
Esta é uma evidência que o Grupo Auchan deverá contestar. Com um hipermercado Jumbo em Faro e outro em construção em Portimão (e alguns Pão de Açúcar no distrito), face à ausência de um Ikea no Algarve, associado à preferência pública de um projecto Ikea no concelho por parte de Seruca Emídio (Presidente da Câmara Municpal de Loulé), será difícil o Grupo Auchan contrariar esta "vantagem" da empresa Sueca.
Acredito que muitas "movimentações de bastidores" estejam a decorrer. Mas as mesmas não serão suficientes. Afinal, para além das contrapartidas oferecidas, a opinião pública também terá que ser "convencida" das vantagens daquele que for o projecto escolhido. É que não será fácil ao poder político decidir por um projecto que contrarie a opinião dominante e que está bem espelhada no comentário transcrito. E aqui entra a comunicação.
Não conheço os projectos e muito menos as contrapartidas oferecidas por cada empresa. Mas conheço o mercado da distribuição e o concelho em causa (cresci lá). Por isso, acredito que mais que contrapartidas "estruturais" e normais para este tipo de projectos (co-financiar as infraestruturas rodoviárias envolventes) será necessário, a quem quiser manter a vantagem, entender as carências ao nível de infraestruturas sociais do concelho.
Assim, ao nível da comunicação, acredito que será absolutamente necessário empreender uma série de acções junto da população local que demonstrem uma proximidade junto das mesmas. Demonstrações de apoio às economias locais (através do incentivo à produção local) e, sobretudo, o apoio à comunidade local (através de programas de inclusão social) serão decisivas. Quem o fizer melhor poderá ter os argumentos públicos que auxiliem a decisão política. Se ficarem apenas pelos "bastidores" não acredito que existam alterações às preferências actuais.
Friday, March 19, 2010
A step for mankind
A questão da oferta ou compra de sacos plásticos na distribuição moderna é recorrente. Não estou contra a diminuição da quantidade de sacos plásticos existentes no ambiente, pelo que medidas destinadas ao seu "controlo" são sempre de louvar. Só que as mesmas devem ser coerentes com políticas de sustentabilidade ambientais gerais e não apenas operações de "maquilhagem", conhecidas por greenwashing.
A cobrança dos sacos de compras diminui a quantidade de plástico no ambiente? Sem dúvida. Mas e os sacos para as secções de padaria e frutas e legumes? Por uma questão de lógica, os mesmos também deveriam ser cobrados e deveriam ser dadas alternativas aos consumidores para a sua não utilização.
Porque não o são? Porque o seu custo para as cadeias de distribuição é substancialmente inferior aos dos sacos de compras. Segundo informação que me foi transmitida as grandes cadeias de distribuição gastam (gastavam) perto de dois milhões de euros/ano em sacos de compras. Se os clientes os pagarem são valores que saem directamente da alínea "custos" da empresa.
E nisso as cadeias ditas "hard discount" são mais honestas. Assumem que a medida se destina a diminuir os custos de operação e, dessa forma, a permitir eficiências que levam à diminuição do preço dos produtos ao consumidor. Não maquilham essa iniciativa de "preocupação ambiental".
Uma verdadeira preocupação ambiental obriga a mais medidas do que o mero pagamento de sacos de compras. Por exemplo, criando medidas de "discriminação positiva" para os consumidores com preocupações ambientais. A criação de "caixas verdes", como as existentes no Grupo Auchan, é uma medida pedagógica que deveria ser replicada pelas cadeias que querem assumir uma política de sustentabilidade ambiental. A existência e utilização de ecopontos "industriais" para os resíduos das lojas é outra medida que não vejo em utilização pelas cadeias que encaram a venda de sacos de compras como "A" medida para a sustentabilidade ambiental.
Por isto tudo, a cobrança de sacos de compras é um passo para a humanidade? É. Mas é um passo pequeno para o que os grupos de distribuição podem dar. E em vez de questionarem e criticarem o factor biodegradável dos sacos que alguns grupos entenderam adoptar, as associações ecologistas deveriam colocar os seus esforços na busca de uma solução melhor, longe de medidas mera e ambientalmente cosméticas.
A cobrança dos sacos de compras diminui a quantidade de plástico no ambiente? Sem dúvida. Mas e os sacos para as secções de padaria e frutas e legumes? Por uma questão de lógica, os mesmos também deveriam ser cobrados e deveriam ser dadas alternativas aos consumidores para a sua não utilização.
Porque não o são? Porque o seu custo para as cadeias de distribuição é substancialmente inferior aos dos sacos de compras. Segundo informação que me foi transmitida as grandes cadeias de distribuição gastam (gastavam) perto de dois milhões de euros/ano em sacos de compras. Se os clientes os pagarem são valores que saem directamente da alínea "custos" da empresa.
E nisso as cadeias ditas "hard discount" são mais honestas. Assumem que a medida se destina a diminuir os custos de operação e, dessa forma, a permitir eficiências que levam à diminuição do preço dos produtos ao consumidor. Não maquilham essa iniciativa de "preocupação ambiental".
Uma verdadeira preocupação ambiental obriga a mais medidas do que o mero pagamento de sacos de compras. Por exemplo, criando medidas de "discriminação positiva" para os consumidores com preocupações ambientais. A criação de "caixas verdes", como as existentes no Grupo Auchan, é uma medida pedagógica que deveria ser replicada pelas cadeias que querem assumir uma política de sustentabilidade ambiental. A existência e utilização de ecopontos "industriais" para os resíduos das lojas é outra medida que não vejo em utilização pelas cadeias que encaram a venda de sacos de compras como "A" medida para a sustentabilidade ambiental.
Por isto tudo, a cobrança de sacos de compras é um passo para a humanidade? É. Mas é um passo pequeno para o que os grupos de distribuição podem dar. E em vez de questionarem e criticarem o factor biodegradável dos sacos que alguns grupos entenderam adoptar, as associações ecologistas deveriam colocar os seus esforços na busca de uma solução melhor, longe de medidas mera e ambientalmente cosméticas.
Wednesday, March 17, 2010
Coerência e Credibilidade
O Congresso do PSD do fim de semana passado (um dos mais interessantes desde a não eleição de líderes nos congressos) ficou marcado pelo episódio da alteração dos estatutos, com a aprovação de uma norma que ficou conhecida pela "lei da rolha".
Não vou aqui discutir a minha concordância ou não com a mesma (não deixando de lembrar que a um Partido Político adere quem quer, livremente e consciente das suas normas). O que me leva a escrever sobre este assunto prende-se mais com dois dos activos de comunicação que mais considero: A coerência e a credibilidade (porque a segunda deriva da primeira).
A referida norma foi aprovada pelo Congresso. Os delegados ao mesmo tinham que saber o que estavam a aprovar: A proposta, pelo que ouvi a Pedro Santana Lopes, era conhecida desde a quarta-feira anterior ao Congresso. Até aqui são questões internas do PSD.
O que não faz sentido é que assim que sairam da sala do Congresso, os candidatos à liderança do PSD, pressionados pelos jornalistas (e, pela opinião publicada), tenham todos discordado desta regra, afirmando que se ganharem a irão revogar.
E é neste ponto que entra a coerência e, por causa dela, a questão da credibilidade. Os delegados ao Congresso eram hostis a todos os candidatos? Não. Não representam as várias sensibilidades internas, afectas aos candidatos? Sim. Então porquê maldizer uma regra que acabaram de aprovar?
Se não concordavam com a mesma, porquê ficar à espera das questões dos jornalistas para o afirmarem? Para o público ficou a sensação que no PSD, independentemente de quem for eleito líder, será a comunicação social e a opinião publicada a liderar o Partido.
E, como foi dito várias vezes, se a normal alternância democrática acontecer, o próximo líder do PSD poderá ser o próximo Primeiro-Ministro português. E uma coisa é o respeito pela liberdade de imprensa e de expressão. Outra é ser governado pela opinião publicada. Governar e liderar é decidir. Não é ficar à espera de ver o que se escreve para tomar decisões. O país não tem capacidade para estes "tempos de espera" e neste episódio todos os candidatos deram um mau sinal aos portugueses.
Não vou aqui discutir a minha concordância ou não com a mesma (não deixando de lembrar que a um Partido Político adere quem quer, livremente e consciente das suas normas). O que me leva a escrever sobre este assunto prende-se mais com dois dos activos de comunicação que mais considero: A coerência e a credibilidade (porque a segunda deriva da primeira).
A referida norma foi aprovada pelo Congresso. Os delegados ao mesmo tinham que saber o que estavam a aprovar: A proposta, pelo que ouvi a Pedro Santana Lopes, era conhecida desde a quarta-feira anterior ao Congresso. Até aqui são questões internas do PSD.
O que não faz sentido é que assim que sairam da sala do Congresso, os candidatos à liderança do PSD, pressionados pelos jornalistas (e, pela opinião publicada), tenham todos discordado desta regra, afirmando que se ganharem a irão revogar.
E é neste ponto que entra a coerência e, por causa dela, a questão da credibilidade. Os delegados ao Congresso eram hostis a todos os candidatos? Não. Não representam as várias sensibilidades internas, afectas aos candidatos? Sim. Então porquê maldizer uma regra que acabaram de aprovar?
Se não concordavam com a mesma, porquê ficar à espera das questões dos jornalistas para o afirmarem? Para o público ficou a sensação que no PSD, independentemente de quem for eleito líder, será a comunicação social e a opinião publicada a liderar o Partido.
E, como foi dito várias vezes, se a normal alternância democrática acontecer, o próximo líder do PSD poderá ser o próximo Primeiro-Ministro português. E uma coisa é o respeito pela liberdade de imprensa e de expressão. Outra é ser governado pela opinião publicada. Governar e liderar é decidir. Não é ficar à espera de ver o que se escreve para tomar decisões. O país não tem capacidade para estes "tempos de espera" e neste episódio todos os candidatos deram um mau sinal aos portugueses.
Thursday, March 11, 2010
Uma entrevista a ver
Não concordarei com tudo o que foi dito. Mas que é uma grande entrevista, com pontos de vista que nos fazem reflectir (como deveriam ser os pontos de vista), isso é.
Para provar que não tenho nada contra a Jerónimo Martins e, muito menos, contra o seu líder, aqui fica a entrevista dada por Alexandre Soares dos Santos ao José Gomes Ferreira no Negócios da Semana de ontem.
De tudo o que foi dito, realço a defesa da cultura do mérito que deveria nortear a actuação de todos.
Para provar que não tenho nada contra a Jerónimo Martins e, muito menos, contra o seu líder, aqui fica a entrevista dada por Alexandre Soares dos Santos ao José Gomes Ferreira no Negócios da Semana de ontem.
De tudo o que foi dito, realço a defesa da cultura do mérito que deveria nortear a actuação de todos.
Wednesday, March 10, 2010
A educação importa
Pensava que o problema era nacional. Mas a julgar pela quantidade de comentários à entrada "Good manners matter - don't they?" no Grupo "Public Relations and Communications Professionals" do LinkedIn parece que a questão é global.
O autor desta entrada - Mike Ritchie, Owner/Director at Mike Ritchie Media - conta dois episódios onde apresentou propostas a potenciais Clientes (a pedido dos mesmos) e das quais nunca recebeu uma resposta, nem sequer um "obrigado, recebemos a proposta mas neste momento não estamos interessados".
Este texto recebeu uma série de comentários de outros professionais a quem aconteceu (acontece regularmente?) o mesmo. Acredito, também, que a todos os professionais portugueses desta área já tenham acontecido situações semelhantes.
Compreendo que, muitas vezes, os Clientes estejam bastante ocupados e que não tenham tido tempo para analisar a(s) proposta(s). Mas para responder que receberam e que a vão analisar não há cinco minutos? Nem que seja para recusar a mesma.
Não consigo entender como é que há tempo para solicitar propostas e depois não há tempo para informar quem as fez do ponto de situação das mesmas. Eu sei que o interesse comercial está do lado de quem faz a proposta. Mas o interesse global não é de ambas as partes?
É que para se fazer uma boa proposta tem que se dispender tempo. Tempo que não está a ser utilizado para outros projectos, nomeadamente em trabalhos para os actuais Clientes. É um investimento que, mesmo que não dê resultados comerciais no imediato, deveria ser reconhecido pela outra parte.
A falta de resposta (quantas vezes não sabemos do resultado de um determinado "concurso" pelos meios de comunicação social?) é uma falta de consideração pelos profissionais que a desenvolveram. Mais que cortesia, é uma questão de educação. E como diz Mike Ritchie no seu texto:
"But, if I am spending time plus effort to communicate and keep potential clients informed, the least I expect is the same level of courtesy. And with email, text or whatever, it’s never been easier. To refuse to respond, answer, or acknowledge is arrogant, ignorant and totally unacceptable behaviour in my book. To repeat: business manners do matter."
O autor desta entrada - Mike Ritchie, Owner/Director at Mike Ritchie Media - conta dois episódios onde apresentou propostas a potenciais Clientes (a pedido dos mesmos) e das quais nunca recebeu uma resposta, nem sequer um "obrigado, recebemos a proposta mas neste momento não estamos interessados".
Este texto recebeu uma série de comentários de outros professionais a quem aconteceu (acontece regularmente?) o mesmo. Acredito, também, que a todos os professionais portugueses desta área já tenham acontecido situações semelhantes.
Compreendo que, muitas vezes, os Clientes estejam bastante ocupados e que não tenham tido tempo para analisar a(s) proposta(s). Mas para responder que receberam e que a vão analisar não há cinco minutos? Nem que seja para recusar a mesma.
Não consigo entender como é que há tempo para solicitar propostas e depois não há tempo para informar quem as fez do ponto de situação das mesmas. Eu sei que o interesse comercial está do lado de quem faz a proposta. Mas o interesse global não é de ambas as partes?
É que para se fazer uma boa proposta tem que se dispender tempo. Tempo que não está a ser utilizado para outros projectos, nomeadamente em trabalhos para os actuais Clientes. É um investimento que, mesmo que não dê resultados comerciais no imediato, deveria ser reconhecido pela outra parte.
A falta de resposta (quantas vezes não sabemos do resultado de um determinado "concurso" pelos meios de comunicação social?) é uma falta de consideração pelos profissionais que a desenvolveram. Mais que cortesia, é uma questão de educação. E como diz Mike Ritchie no seu texto:
"But, if I am spending time plus effort to communicate and keep potential clients informed, the least I expect is the same level of courtesy. And with email, text or whatever, it’s never been easier. To refuse to respond, answer, or acknowledge is arrogant, ignorant and totally unacceptable behaviour in my book. To repeat: business manners do matter."
"Comunicações ou Não" de novo legível
Por uma qualquer razão este blogue foi atacado. Durante o fim de semana (até ontem, terça-feira) quem acedia ao "Comunicações ou Não" era reencaminhado para uma página "financeira".
Apesar de alheio ao que se passou e que levou à eliminação de algumas aplicações existentes, peço desculpa a todos os leitores.
Terminado o silenciamento, "a emissão segue dentro de momentos".
Apesar de alheio ao que se passou e que levou à eliminação de algumas aplicações existentes, peço desculpa a todos os leitores.
Terminado o silenciamento, "a emissão segue dentro de momentos".
Thursday, February 25, 2010
Código Fonte
Por sugestão do Rodrigo (sempre atento às novidades na blogosfera de comunicação nacional) já visitei o novissímo Código Fonte, da Fonte Comunicação. Depois de seguir a Alda Telles no Twitter e no Facebook, agora posso lê-la em textos com mais de 140 caracteres. É sempre bom ter mais blogs de leitura diária. E já faz parte dos links permanentes deste blog (o link do Código Fonte para este blog é que está "truncado" com o blog da APECOM mas nada que não se corrija...).
Quanto ao assunto do primeiro post, concordo com a Alda: Não somos um país adepto do associativismo. Não sei quem quer criar uma nova associação para este sector. Também li a "cacha" aqui. Mas, a julgar pelas reacções, já serviu para "agitar as águas". E que essa "agitação" impulsione ainda mais as actuais associações para a afirmação do profissionalismo deste sector (que, nem sei como, ainda não veio à baila com a actual polémica das tentativas de controlo dos media).
Quanto ao assunto do primeiro post, concordo com a Alda: Não somos um país adepto do associativismo. Não sei quem quer criar uma nova associação para este sector. Também li a "cacha" aqui. Mas, a julgar pelas reacções, já serviu para "agitar as águas". E que essa "agitação" impulsione ainda mais as actuais associações para a afirmação do profissionalismo deste sector (que, nem sei como, ainda não veio à baila com a actual polémica das tentativas de controlo dos media).
Estágios profissionais para fazer new business?
No meio das minhas "navegações" sem rumo definido, dei de caras com um anúncio de emprego (num famoso site de emprego deste mercado) com o seguinte texto:
«Estamos a recrutar account junior para estágio profissional
Função:
- Prospecção e angariação de clientes
- Divulgação e promoção dos nossos serviços.»
Lembrei-me do passado. Já estive numa empresa em que o Director-Geral da altura teve a peregrina ideia de designar um estagiário para implementar uma iniciativa de new-business (a tal «prospecção e angariação de clientes»). O resultado não podia ter sido mais desastroso: Não só não se angariou qualquer novo Cliente, como a imagem deixada pela empresa junto de muitos potenciais não foi a melhor. E tal não se deveu à falta de esforço e vontade do referido estagiário. Deveu-se, como é óbvio, à falta de experiência do mesmo para fazer este tipo de contactos.
A «prospecção e angariação» de Clientes nesta área não pode ser feita como se de um call center se tratasse. É uma tarefa que, mais do que meramente comercial, se reveste de uma vertente institucional muito delicada e que deve ser feita ao mais alto nível na empresa. É uma questão de imagem da própria. Quem empreende este esforço tem que saber falar "de igual para igual" com os seus interlocutores. Tem que saber apresentar a empresa sem mácula. Tem que ter a agilidade e experiência suficientes para entender os desafios do potencial e adaptar o discurso aos mesmos.
É óbvio que a detecção de oportunidades deverá ser uma função de todos os colaboradores. Mas as iniciativas posteriores a esta detecção não podem ficar nas mãos de um «account junior para estágio profissional».
(Notas: O anúncio referido não é para uma empresa de consultoria de comunicação - ainda bem. A empresa em que trabalhei detectou o erro a tempo e conseguiu corrigi-lo sem grandes dados de imagem para a própria. O estagiário, apesar do seu esforço meritório, não ficou a trabalhar na mesma. O Director-Geral não ficou muito mais tempo na empresa. Que a experiência possa servir para alguma coisa.)
«Estamos a recrutar account junior para estágio profissional
Função:
- Prospecção e angariação de clientes
- Divulgação e promoção dos nossos serviços.»
Lembrei-me do passado. Já estive numa empresa em que o Director-Geral da altura teve a peregrina ideia de designar um estagiário para implementar uma iniciativa de new-business (a tal «prospecção e angariação de clientes»). O resultado não podia ter sido mais desastroso: Não só não se angariou qualquer novo Cliente, como a imagem deixada pela empresa junto de muitos potenciais não foi a melhor. E tal não se deveu à falta de esforço e vontade do referido estagiário. Deveu-se, como é óbvio, à falta de experiência do mesmo para fazer este tipo de contactos.
A «prospecção e angariação» de Clientes nesta área não pode ser feita como se de um call center se tratasse. É uma tarefa que, mais do que meramente comercial, se reveste de uma vertente institucional muito delicada e que deve ser feita ao mais alto nível na empresa. É uma questão de imagem da própria. Quem empreende este esforço tem que saber falar "de igual para igual" com os seus interlocutores. Tem que saber apresentar a empresa sem mácula. Tem que ter a agilidade e experiência suficientes para entender os desafios do potencial e adaptar o discurso aos mesmos.
É óbvio que a detecção de oportunidades deverá ser uma função de todos os colaboradores. Mas as iniciativas posteriores a esta detecção não podem ficar nas mãos de um «account junior para estágio profissional».
(Notas: O anúncio referido não é para uma empresa de consultoria de comunicação - ainda bem. A empresa em que trabalhei detectou o erro a tempo e conseguiu corrigi-lo sem grandes dados de imagem para a própria. O estagiário, apesar do seu esforço meritório, não ficou a trabalhar na mesma. O Director-Geral não ficou muito mais tempo na empresa. Que a experiência possa servir para alguma coisa.)
Thursday, February 18, 2010
Prescritores II
A propósito do meu post anterior gostaria de esclarecer algumas coisas: Em primeiro lugar, sou cliente do Pingo Doce (como sou da maioria das empresas de distribuição moderna em Portugal - e aqui, à semelhança de muitos outros consumidores, não sou fiel a nenhuma cadeia em particular). Trabalho a área de distribuição moderna há cerca de 14 anos, tendo sido precisamente a Jerónimo Martins a minha primeira conta no sector, pelo que é um assunto que sigo com interesse profissional. Nada me move contra a Jerónimo Martins ou contra a agência que fez a referida campanha (antes pelo contrário).
Posto isto, posso dizer: Não, não gosto da nova linha de comunicação do Pingo Doce. Não criei o famoso grupo do Facebook, nem sequer conheço os seus criadores mas fui dos primeiros a aderir ao mesmo (fui o sexto, se bem me lembro).
E fi-lo em consciência (sabendo que dificilmente me aceitarão a trabalhar com a Jerónimo Martins no futuro), pois achei que a nova linha de comunicação era um corte demasiado abrupto com a comunicação anterior, a qual sempre achei das melhores e mais bem conseguidas do mercado da distribuição moderna. Era um prazer ver e ouvir os anteriores spots do Pingo Doce. Eram inteligentes, bem feitos, bem produzidos e, para mim, acrescentavam valor à marca. Resumidamente, diferenciavam-se do resto do mercado. Agora, infelizmente, mudo de canal só para não os ver.
E não estou sozinho nesta atitude. Perto de 6.000 pessoas aderiram livremente e por sua iniciativa ao grupo do Facebook. Podem não ser muitos para o enorme volume de clientes que o Pingo Doce tem. É verdade. Mas são 6.000 potenciais clientes. E no meio da polémica o que é que a Jerónimo Martins disse a estes consumidores? Nada. Invariavelmente, em clima de opinião negativa, a empresa fechou-se sobre si mesmo. E a resposta até nem seria difícil de dar: "É normal que exista uma resistência à mudança mas a mesma teve origem numa estratégia de aproximação a outros segmentos do mercado".
Já li em muitos sítios que esta mudança e a polémica em relação à mesma foi proveitosa para a marca: Porque se falou muito da mesma. Pessoalmente não concordo em absoluto com a máxima "falem bem ou falem mal, o importante é que falem". Se assim fosse a disciplina de comunicação de crise não faria qualquer sentido, pois não há melhor que uma crise para que se fale muito. O problema vem depois.
E também não me impressionou o facto de virem para a rua estudos que referiam o Pingo Doce como "top of mind". Com um plano de meios tão agressivo e com tantas repetições, este seria um resultado natural. A música easy listening, associada às repetições massivas, fazem com que o anúncio fique na cabeça. Daí que seja fácil que as crianças, como também já li, sejam grandes prescritoras do Pingo Doce.
Agora fica a questão: As vendas subiram graças à nova linha de comunicação? E não adianta mostrar os números do quarto trimestre comparados com o resto do ano. Quem trabalha este sector sabe que o quarto trimestre é, muitas vezes, quem salva o ano nas vendas. Importa, isso sim, comparar números "like-for-like". E perceber se as vendas subiram e, se sim, se resultam da nova comunicação, se aumentaram os clientes que visitam as lojas e se o carrinho médio aumentou.
Como esta é, espero, a última vez que opino sobre o assunto, gostaria de deixar algumas notas soltas:
- Conheço clientes do Pingo Doce que já chegaram a pedir aos responsáveis das lojas que tirassem, ou pelo menos baixassem, o volume da música nas lojas.
- Já ouvi colaboradores a queixarem-se da mesma, pois já estavam fartos de a ouvirem.
- Na altura em que tomei uma posição pública sobre o assunto no Facebook, pessoas ligadas à agência que fez a campanha (atenção que não foi a agência, cuja postura profissional respeito) fizeram chegar-me o seu desagrado pelo facto, tentando assustar-me com os conhecimentos que tinham (como este texto comprova, não é por aí que as coisas resultam).
- Acho que a concorrência demorou a responder. Mas a frase "eu não vou em cantigas", assim como o "tu és rato" ou o "tu és macaco" são muito boas.
- Quem me conhece sabe que esta opinião é absolutamente pessoal, não vinculando quaisquer empresas (do mercado da comunicação ou da distribuição moderna) com as quais tenha trabalhado no passado.
- E peço desculpa aos leitores deste blog pelo texto excessivamente longo mas como é a última vez que abordo este assunto, escrevi o que tinha a dizer sobre o mesmo.
Posto isto, posso dizer: Não, não gosto da nova linha de comunicação do Pingo Doce. Não criei o famoso grupo do Facebook, nem sequer conheço os seus criadores mas fui dos primeiros a aderir ao mesmo (fui o sexto, se bem me lembro).
E fi-lo em consciência (sabendo que dificilmente me aceitarão a trabalhar com a Jerónimo Martins no futuro), pois achei que a nova linha de comunicação era um corte demasiado abrupto com a comunicação anterior, a qual sempre achei das melhores e mais bem conseguidas do mercado da distribuição moderna. Era um prazer ver e ouvir os anteriores spots do Pingo Doce. Eram inteligentes, bem feitos, bem produzidos e, para mim, acrescentavam valor à marca. Resumidamente, diferenciavam-se do resto do mercado. Agora, infelizmente, mudo de canal só para não os ver.
E não estou sozinho nesta atitude. Perto de 6.000 pessoas aderiram livremente e por sua iniciativa ao grupo do Facebook. Podem não ser muitos para o enorme volume de clientes que o Pingo Doce tem. É verdade. Mas são 6.000 potenciais clientes. E no meio da polémica o que é que a Jerónimo Martins disse a estes consumidores? Nada. Invariavelmente, em clima de opinião negativa, a empresa fechou-se sobre si mesmo. E a resposta até nem seria difícil de dar: "É normal que exista uma resistência à mudança mas a mesma teve origem numa estratégia de aproximação a outros segmentos do mercado".
Já li em muitos sítios que esta mudança e a polémica em relação à mesma foi proveitosa para a marca: Porque se falou muito da mesma. Pessoalmente não concordo em absoluto com a máxima "falem bem ou falem mal, o importante é que falem". Se assim fosse a disciplina de comunicação de crise não faria qualquer sentido, pois não há melhor que uma crise para que se fale muito. O problema vem depois.
E também não me impressionou o facto de virem para a rua estudos que referiam o Pingo Doce como "top of mind". Com um plano de meios tão agressivo e com tantas repetições, este seria um resultado natural. A música easy listening, associada às repetições massivas, fazem com que o anúncio fique na cabeça. Daí que seja fácil que as crianças, como também já li, sejam grandes prescritoras do Pingo Doce.
Agora fica a questão: As vendas subiram graças à nova linha de comunicação? E não adianta mostrar os números do quarto trimestre comparados com o resto do ano. Quem trabalha este sector sabe que o quarto trimestre é, muitas vezes, quem salva o ano nas vendas. Importa, isso sim, comparar números "like-for-like". E perceber se as vendas subiram e, se sim, se resultam da nova comunicação, se aumentaram os clientes que visitam as lojas e se o carrinho médio aumentou.
Como esta é, espero, a última vez que opino sobre o assunto, gostaria de deixar algumas notas soltas:
- Conheço clientes do Pingo Doce que já chegaram a pedir aos responsáveis das lojas que tirassem, ou pelo menos baixassem, o volume da música nas lojas.
- Já ouvi colaboradores a queixarem-se da mesma, pois já estavam fartos de a ouvirem.
- Na altura em que tomei uma posição pública sobre o assunto no Facebook, pessoas ligadas à agência que fez a campanha (atenção que não foi a agência, cuja postura profissional respeito) fizeram chegar-me o seu desagrado pelo facto, tentando assustar-me com os conhecimentos que tinham (como este texto comprova, não é por aí que as coisas resultam).
- Acho que a concorrência demorou a responder. Mas a frase "eu não vou em cantigas", assim como o "tu és rato" ou o "tu és macaco" são muito boas.
- Quem me conhece sabe que esta opinião é absolutamente pessoal, não vinculando quaisquer empresas (do mercado da comunicação ou da distribuição moderna) com as quais tenha trabalhado no passado.
- E peço desculpa aos leitores deste blog pelo texto excessivamente longo mas como é a última vez que abordo este assunto, escrevi o que tinha a dizer sobre o mesmo.
Wednesday, February 17, 2010
Prescritores?
Sempre que ouço/leio que as crianças que adoram a música dos spots de uma determinada marca de supermercados (esquecendo que a forte repetição do mesmo, fruto de um plano de meios muito agressivo, costuma ter esse efeito), são grandes prescritores dessa marca, pergunto se os pais das mesmas andam nos seus automóveis de barrete azul a cantar "abram alas para o Noddy"? Afinal essa música também ficou nos ouvidos/memória das crianças...
Thursday, February 11, 2010
Citações
Gosto desta frase do Winston Churchill: "You have enemies? Good. That means you've stood up for something, sometime in your life."
Mas, por vezes, recomendo esta: "I have never developed indigestion from eating my words". (Não sei o que me levou a escrever este post...)
Mas, por vezes, recomendo esta: "I have never developed indigestion from eating my words". (Não sei o que me levou a escrever este post...)
Wednesday, February 10, 2010
Espero que ganhem
O PiaR foi nomeado para a shortlist do dos Euprera Social Media Awards 2010 na categoria Best practitoner/researcher blog. Como um dos meus blogues de referência no sector espero que ganhem. Parabéns ao Rodrigo e ao Alexandre. O prémio também seria verdadeiramente merecido.
(Lá estou eu nesta coisa da cascata de elogios. É mais forte que eu: Quando acho que é merecido não consigo evitar...)
(Lá estou eu nesta coisa da cascata de elogios. É mais forte que eu: Quando acho que é merecido não consigo evitar...)
Friday, February 05, 2010
O local proporciona a notícia?
Se o famoso almoço/encontro/conversa tivesse sido no Ritz (esse grande lobby de hotel) em vez de ter sido no Tivoli, será que tinha chegado a ser notícia?
Um Miúdo Graúdo
Depois de ter visto/ouvido no Festival do Clube de Criativos de Portugal o ano passado, fiquei fã do "guerrilheiro" André Rabanéa. A boa notícia é que agora dá para ver a sua irreverência aqui.
Thursday, February 04, 2010
A Nicotina faz bem ao seu estado cultural
Pelo menos a Nicotina Magazine. “Primeiro magazine on-line de alta cultura. Subversivo, pós-revolucionário e viciante.”, do João Gomes de Almeida e companhia. Um site que já consta dos links permanentes do "Comunicações ou Não".
Monday, February 01, 2010
O "perigo" das redes sociais
Para além de uma série de outros "perigos", alguns profissionais deste sector esquecem-se que não fica bem querer trabalhar a reputação de uma instituição ou pessoa da qual andaram a falar mal nas redes sociais. É incoerente, sobretudo sabendo que as mesmas podem ser lidas pelo potencial Cliente.
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